Alimentação do tubarão-branco

02 Setembro, 2020
Ele é considerado o maior peixe predador do planeta: vamos te contar tudo sobre como o grande tubarão-branco se alimenta.

É um dos predadores marinhos mais conhecidos, mais temidos e também um dos mais antigos. Possui mecanismos de adaptação surpreendentes, que proporcionam grandes vantagens para sua alimentação: hoje, vamos falar sobre o tubarão-branco e sua alimentação.

O tubarão-branco: um caçador extraordinário

Foi o grande pai da taxonomia, Carlos Lineu, que descreveu o tubarão-branco pela primeira vez em 1758, dando a ele o nome oficial de Squalus carcharias. Alguns anos depois, o animal foi renomeado como Carcharodon carcharias, o único representante vivo desse gênero.

Estamos diante de um espécime de peixe vertebrado condríctio. Isto é, seu esqueleto é composto por cartilagem, e não por ossos. Essa característica, juntamente com o formato hidrodinâmico do seu corpo, faz do tubarão-branco um predador extremamente rápido e eficaz. De fato, a maioria das adaptações morfológicas do tubarão-branco tem como objetivo poder se alimentar mais e melhor.

Alimentação do tubarão-branco

Seu corpo tem um padrão de coloração muito característico: enquanto a barriga é branca, a parte superior é acinzentada ou levemente azuladaEssa camuflagem permite que o animal seja confundido com as águas profundas – no caso da parte superior – e até mesmo com a luz do sol, quando se olha para a parte da barriga.

Sua enorme boca, que sempre permanece aberta para permitir o fluxo de água, chama atenção. Para capturar suas presas, ele fecha a boca com uma pressão extremamente forte, e seus dentes triangulares serrilhados completam a tarefa.

Como o tubarão-branco se alimenta?

Outro dos mecanismos adaptativos do tubarão-branco é o desenvolvimento de órgãos extrassensoriais que percebem as vibrações causadas pelas presas na água, por menores que elas sejam. Eles são capazes de se orientar até mesmo através das variações nos campos eletromagnéticos.

Mas, além dessa extraordinária capacidade sensorial, esses predadores também têm um olfato incomum. O tubarão-branco pode distinguir uma gota de sangue no oceano a vários quilômetros de distância, o que o ajuda a se orientar em direção à sua fonte de alimento.

Alimentação do tubarão-branco

A técnica de caça desses tubarões – embora pareça surpreendente por causa do seu tamanho e reputação – se baseia na discrição e na espreita. Usando a cor escura do seu corpo como camuflagem, ele começa a nadar embaixo de suas vítimas. Quando chega o momento perfeito para atacar, ele usa a cauda para avançar rapidamente e, assim, impedir que a presa reaja.

Se a presa não for muito grande, a próxima coisa que o grande tubarão-branco faz é engoli-la. Quando é um pouco maior, a técnica desses predadores consiste em deixar a vítima gravemente ferida ou agonizando para, então, se alimentar pouco a pouco. Esse fenômeno geralmente atrai mais tubarões, por causa da presença de sangue na água.

Do que o tubarão-branco se alimenta?

A dieta desses animais é bastante variada, embora mude de acordo com a idade de cada indivíduo. Espécimes mais jovens costumam preferir presas pequenas: todos os tipos de peixes, cefalópodes, tais como raias ou lulas, e também outros habitantes marinhos que sejam menores do que eles.

Conforme vão crescendo, suas presas preferidas também passam a ser maiores. Isso inclui focas, leões marinhos, golfinhos, tartarugas e animais que visitam o mar esporadicamente, tais como pinguins ou pássaros. Se tiver a oportunidade, ele pode aproveitar o cadáver de uma baleia para consumir a carniça.

Eles são realmente perigosos para nós?

O tubarão-branco tem uma péssima reputação, em parte alimentada por sua aparência e ferocidade. Mas é preciso dizer que os ataques desses animais contra seres humanos são episódicos quando comparados aos de outras espécies de tubarões ou de outros animais, tais como crocodilos ou vespas.

De fato, a maioria das espécies de tubarões não considera os seres humanos como presas em potencial para sua alimentação. É por isso que, atualmente, a imagem assustadora que tínhamos desse animal está desaparecendo gradualmente.

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  • Andreotti, S., von der Heyden, S., Henriques, R., Rutzen, M., Meÿer, M., Oosthuizen, H., & Matthee, C. A. (2016). New insights into the evolutionary history of white sharks, Carcharodon carcharias. Journal of biogeography43(2), 328-339.