Como reconhecer um dragão-barbudo?

28 Julho, 2020
Cada vez mais escolhido como animal de estimação, o dragão-barbudo é um réptil da família das iguanas, cuja principal característica é o pescoço cheio de espinhos. Ele parece muito mais perigoso do que realmente é!
 

Com sua garganta “escamosa” e o corpo coberto de espinhos, o dragão-barbudo é muito fácil de reconhecer. Esse parente da iguana originário da Austrália é escolhido como animal de estimação em vários países. Vamos dar algumas informações sobre ele neste artigo.

Características físicas do dragão-barbudo

O nome científico do dragão-barbudo é Pogona vitticeps e ele é um sauropsida diurno, terrestre semiarborícola – pode andar no chão ou através dos galhos das árvores – e também é onívoro.

Uma das principais características físicas desse réptil é o fato de apresentar uma dobra de pele com escamas pontudas sob a garganta. Por esse motivo, é chamado de ‘barbudo’. Somado ao fato de sua cabeça triangular ser grande, é uma ferramenta muito eficaz para intimidar seus adversários.

Além disso, todo o corpo é coberto de espinhos (outra técnica para intimidar possíveis predadores), suas garras não são retráteis, pode abrir e fechar as pálpebras e, ao longo das costas, possui duas fileiras de manchas.

Exemplares adultos do dragão-barbudo podem medir cerca de 60 centímetros e pesar pouco menos de meio quilo. As fêmeas são menores. Mas o tamanho não é a única diferença entre os sexos, pois os machos possuem poros femorais no interior das coxas e um hemipênis ao lado da cauda.

Características físicas do dragão-barbudo
 

Quanto às cores, os dragões-barbudos podem ser marrom, castanhos, cinza, verde, vermelho, laranja… Cada indivíduo tem a capacidade de alterar levemente seu tom de pele por dois motivos: para regular a temperatura – são animais de sangue frio – e expressar seu estado de espírito.

Alimentação onívora

O dragão-barbudo é onívoro, portanto, alimenta-se de vegetais e animais. É muito importante que sua dieta seja variada para que ele não fique doente. Dentro da dieta vegetal desse réptil, podemos encontrar rúcula, dente-de-leão, amoreira, rosas, hibiscos, repolho, cenoura e alface-da-terra.

O menu carnívoro inclui grilos, vermes, baratas, bichos-da-seda, mariposas, caracóis e até anuros e pequenos lagartos.

O dragão-barbudo como animal de estimação

Embora seu habitat natural seja o deserto e a savana do sudeste da Austrália, é um réptil escolhido como animal de estimação há anos. Por esse motivo, é muito importante emular condições de clima seco e quente no seu terrário. Ao contrário de outras iguanas, o dragão-barbudo exige que sua casa seja mais larga do que alta.

É um animal bastante dócil, fácil de manusear e não se torna um problema para os cuidadores. Além disso, é essencial que ele tenha um lugar para se esconder à noite, não visível do lado de fora. Para o animal ficar mais tranquilo, é recomendável colocar um pano sobre o terrário.

Alimentação onívora
 

Não pode faltar um recipiente com água limpa para o banho, principalmente durante a fase de muda da pele.

Em algumas ocasiões, o animal pode arranhar o vidro do terrário se estiver refletindo sua imagem, pois ele pensa que é um oponente que quer comer sua comida. É necessário que o habitat não fique perto de aparelhos televisores, fontes de luz artificial ou dispositivos de som.

Quanto à temperatura ambiente e ao relacionamento com o dragão-barbudo, devemos levar em consideração certos hábitos. Por exemplo, quando precisa armazenar calor, ele se deita de forma “achatada”, e quando precisa se refrescar, abre bem a boca, para favorecer a transpiração e a perda de temperatura.

Recomenda-se colocar um termômetro no terrário para identificar a temperatura, que deve ficar entre 30 e 35 °C durante o dia e entre 20 e 23 °C à noite. Em nenhum caso, a temperatura pode ser superior a 40 °C, nem inferior a 18 °C, uma vez que isso pode levar o animal à morte.

Por fim, se você tiver um dragão-barbudo como animal de estimação, é preciso realizar a limpeza do terrário pelo menos uma vez por semana. Troque a água, remova os restos de comida e tudo que puder incomodá-lo.

 
  • Kis, A., Huber, L., & Wilkinson, A. (2015). Social learning by imitation in a reptile (Pogona vitticeps). Animal Cognition. https://doi.org/10.1007/s10071-014-0803-7