Curiosidades sobre as almofadas dos animais

13 Setembro, 2020
Como nossos calçados, as almofadas dos animais os protegem contra lesões externas. Essa área das extremidades abriga vários aspectos curiosos e interessantes.

Os seres humanos usam calçados como um elemento de proteção que, além de ser útil para evitar lesões, nos ajuda na tração quando caminhamos ou corremos. No entanto, nós usamos mais essas peças de vestuário devido a critérios de conforto, pois conseguiríamos andar perfeitamente com um pedaço de papelão na sola do pé. Hoje, vamos falar sobre as almofadas dos animais.

Os animais, cuja sobrevivência depende em grande parte da sua capacidade de caçar ou escapar de predadores, deveriam ter um sistema muito mais eficaz do que nossos sapatos. E é exatamente isso que acontece, já que as almofadas dos mamíferos representam uma proeza evolutiva em muitos aspectos.

Nas linhas a seguir, vamos comentar algumas características dessa parte do corpo dos animais. Certamente você nunca deve ter parado para pensar sobre isso, mas elas têm várias curiosidades que com certeza você vai achar muito interessantes.

Curiosidades sobre as almofadas dos animais

Anatomia das almofadas dos animais

As almofadas são uma modificação do tegumento nos membros anteriores e posteriores. Muitos tutores de animais já tocaram as almofadas de cães e gatos e comprovaram como elas são macias.

Isso acontece porque elas têm um componente conectivo que serve para amortecer o peso do animal e proteger os ossos do impacto durante a caminhada ou corrida. Essa proteção é especialmente importante durante caminhadas rápidas, pois a pressão exercida nas áreas de apoio é muito alta e pode causar lesões nos ossos e músculos.

Nesse ponto, é preciso notar que as almofadas estão localizadas nos dedos, ou seja, nas falanges. Se tivéssemos essas estruturas, elas estariam localizadas mais ou menos no meio dos dedos. Isso ocorre porque os animais com almofadas são digitígrados, então eles se apoiam sobre os dedos e não sobre toda a planta das patas.

Na parte externa, há um epitélio modificado que protege das agressões ambientais, como arranhões ou atritos. No entanto, esse tecido não é totalmente invulnerável a lesões. Por isso, é aconselhável evitar passeios em áreas com pedras afiadas, onde possam existir restos cortantes.

Além disso, os padrões na forma de rachaduras ou ranhuras servem para aumentar a superfície de contato e ajudar a melhorar a aderência e a tração. Isso evita possíveis escorregões que podem ser fatais durante a corrida, principalmente se quem escorregar for uma presa.

Curiosidades

Nesse ponto, espero que a pulguinha da curiosidade já tenha te mordido e você queira conhecer algumas informações interessantes sobre essas estruturas:

  • São áreas muito sensíveis: assim como os nossos dedos, as almofadas têm uma intensa inervação que as torna sensíveis a qualquer estímulo, seja tátil ou térmico. É por esse motivo que não é recomendável passear com os cães no asfalto nas horas mais quentes dos dias de verão.
  • Têm pigmentação: ao contrário do que pode parecer, as almofadas têm coloração. Embora seja verdade que, com o tempo, elas tendam a adquirir um tom escuro devido ao atrito. No entanto, em filhotes ou gatos, é possível ver almofadas mais claras, com pintas
Curiosidades

Como você pôde ver, essas estruturas contam com várias surpresas e são mais úteis na vida dos animais selvagens, mas também na vida dos animais de estimação.

Portanto, recomendamos uma análise e cuidados frequentes com elas. Essa indicação é especialmente dirigida aos tutores de cães após uma caminhada. Uma conservação correta das almofadas com base em sua limpeza e hidratação pode evitar possíveis ferimentos.