Os parasitas mais comuns em roedores

24 Julho, 2020
Um dos principais problemas de saúde nas cidades são os roedores. O problema na eliminação de lixo e resíduos, assim como a falta de limpeza e higiene são variáveis ​​que potencializam o aparecimento dessa praga.

Os roedores frequentemente constituem um dos problemas de saúde mais graves nas áreas urbanas densamente povoadas. A má gestão dos resíduos sólidos em geral, bem como as péssimas medidas de limpeza e higiene pessoal, são geralmente dois dos fatores que potencializam o aparecimento de camundongos e ratos.

Ambas as espécies, ratos e camundongos, são bons exemplos desses mamíferos, que incluem aproximadamente 2.280 outras espécies. Como é lógico, nem todas essas espécies representam um risco de pragas para os seres humanos.

Mas as dificuldades que podemos ter com alguns desses animais não se limitam apenas às cidades. As áreas rurais não deixam de ser ameaçadas por essa praga. É por isso que, ao longo da história, quase independentemente das coordenadas, os roedores têm sido considerados uma das pragas mais letais.

Roedores: injustamente estigmatizados?

A classificação de todos os roedores como uma calamidade não é totalmente precisa. Sua ação negativa, assim como sua ‘capacidade’ de transportar parasitas, vírus e bactérias, foi muito favorecida pela expansão desordenada das civilizações humanas.

Além disso, entre os membros dessa categoria estão exemplos como o porquinho-da-índia, uma espécie que tem sido usada – há quem garanta até que foi abusada – por muito tempo como objeto de estudos em experimentos altamente variados da natureza.

Roedores, injustamente estigmatizados?

Da mesma forma, muitos desses animais tiveram vidas longas como animais de estimação, enquanto outros, apesar de permanecerem principalmente como animais selvagens, gozam de grande simpatia e popularidade, como os esquilos.

Roedores: portadores de parasitas, vírus, bactérias, doenças…

Muitas pessoas têm a errônea ideia de que apenas os ratos e camundongos são portadores de doenças altamente prejudiciais à saúde humana. No entanto, outras espécies, como as marmotas, os ratos silvestres, o cão-da-pradaria e até os ‘amigáveis’ esquilos, podem transmitir patologias de gravidade moderada ou muito alta.

Primeiro, quase todas as espécies dessa família servem como morada e fonte de alimento para vários ectoparasitas ou parasitas externos. Os mais comuns são as pulgas, os carrapatos, os piolhos e os ácaros. Também podemos incluir os mosquitos e as moscas.

Além disso, várias pesquisas mostraram que os ratos podem transportar até 13 parasitas zoonóticos. Em outras palavras, esses parasitas podem ser transmitidos e afetar negativamente as pessoas.

Esse risco de infecção não ocorre apenas com os exemplares que estão na cidade e se alimentam de lixo. Também inclui aqueles que vivem em ambientes agrícolas e mantêm dietas mais saudáveis.

Mas isso não é tudo. Os roedores também se tornam hospedeiros de outros 10 parasitas não zoonóticos. Também foram encontrados espécimes que apresentam até 9 espécies diferentes desses organismos, nas ‘versões’ perigosas para os seres humanos. Daí o alto risco de compartilhar espaços com eles.

Portadores de parasitas, vírus, bactérias, doenças...

Canais de contágio

As maneiras pelas quais um roedor pode transmitir parasitas e doenças às pessoas são variadas. Às vezes, basta que a pele entre em contato direto com os excrementos desses animais. Isso inclui não apenas urina e fezes, mas também saliva. O risco de transmissão é igualmente alto através da inalação.

As vítimas de ataques de mordida e arranhões são quase sempre tratadas nos centros de saúde como possíveis novos receptores de alguma patologia. Portanto, as medidas tomadas quando isso ocorre são extremamente agressivas.

Os roedores também podem contaminar os alimentos de uma maneira muito simples, o que os torna visitantes indesejados nas cozinhas, principalmente em bares e restaurantes, assim como em qualquer lugar onde seja vendida comida preparada ou não, incluindo produtos embalados.

Outro risco muito perigoso para a saúde humana é que os roedores têm a capacidade indesejável de envenenar a água ou qualquer líquido com o qual mantenham contato.

Doenças mais comuns

A lista de patologias cuja transmissão ao ser humano recai diretamente sobre os roedores é liderada pela salmonela. Seus sintomas, que ocorrem entre 12 e 72 horas após a infecção, incluem diarreia, vômito, febre e dor abdominal.

Mas, sem dúvida, a doença mais tristemente famosa relacionada a esses animais – exclusivamente aos ratos – é a peste. Responsável por milhares de mortes ao longo da história – mais do que a soma de todas as guerras – e pela dramática diminuição da população em determinadas épocas.