Como reconhecer doenças cardíacas em gatos

02 Setembro, 2020
Doenças cardíacas em gatos são comuns, mas muitas vezes assintomáticas, por isso é importante aprender a reconhecer os sinais de problemas cardíacos em felinos para obter um diagnóstico precoce.

As doenças cardíacas em gatos afetam 1 em cada 10 gatos em todo o mundo. A doença cardíaca é, obviamente, uma condição em que uma anormalidade cardíaca está presente. Nos gatos, essas doenças são um precursor médico da insuficiência cardíaca congestiva nesses animais, pois tais patologias podem levar a esse tipo de insuficiência se não forem tratadas.

A doença cardíaca em gatos ocorre de forma muito semelhante à dos cães, com algumas exceções. A maior diferença é que os gatos tendem a mascarar seus sinais melhor do que os cães e, portanto, passam mais tempo sem serem tratados. A detecção precoce é fundamental.

Sintomas de doenças cardíacas em gatos

Os tutores de gatos podem ter problemas para perceber quando o comportamento anormal do seu animal de estimação é sintomático de algo até que isso progrida para uma insuficiência cardíaca congestiva. Na verdade, pode ser difícil dizer se o gato desacelerou devido a doenças cardíacas ou se simplesmente apresenta uma preguiça normal.

Os sintomas da doença cardíaca do gato incluem aumento da reclusão, perda de apetite e falta de ar. Por outro lado, pouquíssimos gatos tossem quando têm doenças cardíacas, mesmo em seus estágios avançados, como no caso dos cães. Outros sintomas de doença cardíaca em gatos incluem vômito, depressão, perda ou ganho de peso, inflamação abdominal, colapso e tromboembolismos, entre outros.

Observar a frequência respiratória do animal é importante, pois um aumento dela pode ser um sinal de doença cardíaca. No entanto, ronronar dificulta a contagem da taxa de respiração dos gatos, então você pode tentar contar a respiração por minuto enquanto ele está dormindo. A taxa normal de respiração pode ser inferior a 50 respirações por minuto.

Raças de gatos com mais chances de apresentarem doenças cardíacas

A maioria das pessoas não tem gatos de raça pura, por isso pode ser mais difícil fazer generalizações sobre quais raças de gatos estão mais propensas a ter doenças cardíacas. De qualquer forma, as raças Maine Coons, Rag Dolls, Bengals, Sphynx e Pelo Curto Americano (American Shorthair) tendem a ser as mais afetadas pela cardiomiopatia hipertrófica do ponto de vista genético.

Dito isto, pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte encontraram genes que codificam para cardiomiopatia hipertrófica em Ragdolls e Maine Coons, entre outras raças. Essa doença, a doença cardíaca diagnosticada com mais frequência em gatos, faz com que o ventrículo esquerdo do animal apresente gordura, dificultando o bombeamento de sangue para a aorta.

Ainda há um longo caminho a percorrer até que a comunidade científica consiga lidar com a genética felina e as doenças cardíacas em gatos.

Diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica em gatos

Cardiomiopatia hipertrófica, que literalmente significa doença muscular cardíaca, é uma condição cardíaca que causa espessamento e/ou alongamento das paredes do coração. O diagnóstico de cardiomiopatia hipertrófica em gatos começa com um exame cardíaco.

cardiomiopatia hipertrófica em gatos

Um exame cardíaco permite um protocolo de pesquisa minucioso para determinar a presença e a extensão da cardiomiopatia hipertrófica nesse animais. Além disso, esse exame cardíaco pode incluir alguns ou todos os seguintes procedimentos:

  • Exame físico: ouvir o coração e os pulmões do gato com um estetoscópio para verificar se há sons anormais.
  • Ultrassom: para ver e medir a câmera, as válvulas e os músculos do coração do gato, bem como os principais vasos cardíacos.
  • Pressão arterial padrão: para controlar a pressão sistólica e diastólica.
  • Eletrocardiograma: medir a atividade elétrica do coração e diagnosticar sopros cardíacos em gatos, entre outras condições.
  • Raios-X: para ver o tamanho geral do coração, sua posição no tórax e a condição geral dos pulmões.
  • Exames de sangue: para avaliar a saúde geral do gato. Uma análise bioquímica do sangue também pode determinar o nível do hormônio da tireoide na corrente sanguínea. Além disso, é muito útil na avaliação da cardiomiopatia hipertrófica em gatos, porque uma glândula tireoide hiperativa pode ser uma causa básica de doença cardíaca.

Embora a cardiomiopatia hipertrófica em gatos seja incurável, um diagnóstico precoce pode ajudar a melhorar a qualidade de vida do felino. Por fim, se as doenças cardíacas em gatos forem detectadas em seus estágios leves e moderados, muito ainda pode ser feito pelo animal.