Como é a reprodução em um aquário?

30 Julho, 2020
O metabolismo e o sistema de reprodução dos peixes é uma das questões mais interessantes e que mais gera dúvidas. Na prática, é essencial conhecer seus métodos reprodutivos e comportamento antes de escolher os peixes.
 

Antes de decidir ter um aquário, é muito importante conhecer o metabolismo e o ciclo de vida dos peixes. Uma das dúvidas mais frequentes entre os cuidadores iniciantes é relacionada à reprodução em um aquário e à gestação das fêmeas.

Como ocorre a reprodução em um aquário?

A rotina de reprodução em um aquário depende das espécies criadas dentro dele. Atualmente, são conhecidos peixes vivíparos, ovíparos e ovovivíparos. Por isso, é essencial conhecer os métodos reprodutivos e o comportamento dos peixes antes de escolher os que serão reunidos em nosso aquário.

Peixes vivíparos

As espécies de peixes vivíparos são aquelas que se reproduzem por meio da fertilização interna. Os ovos são fertilizados pelos machos dentro do corpo das fêmeas, onde se desenvolvem durante o período de gestação, que varia de acordo com a espécie. 

a reprodução em um aquário
 

Quando a gestação termina, a fêmea dá à luz a pequenos filhotes vivos chamados de alevinos. Essa é considerada uma evolução reprodutiva, pois aumenta as possibilidades de sobrevivência das espécies de forma significativa. São muito poucas as espécies de peixes que apresentam uma reprodução verdadeiramente vivípara, como, por exemplo, os tubarões.

Peixes ovovivíparos

Os peixes ovovivíparos também se reproduzem por meio da fertilização interna. Após uma cópula, a fêmea pode conservar o esperma para futuras reproduções, de modo que ela é capaz de fertilizar os óvulos sem a presença do macho.

As fêmeas carregam os ovos fertilizados até que os filhotes estejam maduros para sair ao ambiente externo. Quando esse momento chega, a fêmea expulsa os ovos que vão eclodir ou que já eclodiram para fora de seu corpo.

a reprodução em um aquário
 

Muitas das espécies de peixes chamadas de ‘vivíparas de aquário’ são, na verdade, ovovivíparas em seu estado natural. Entre elas, encontramos alguns peixes altamente valorizados em aquários, tais como:

  • Guppy
  • Peixe-agulha
  • Peixe-agulha de água doce
  • Molly
  • Endlers
  • Espadinha (xiphos)
  • Platys

Peixes ovíparos

As espécies de peixes ovíparos passam pela fertilização externa durante suas fases reprodutivas. Ou seja, os ovos produzidos pelas fêmeas são fertilizados pelos machos em um meio externo ao corpo.

O local específico da fertilização pode variar bastante, dependendo da espécie e da densidade dos ovos. De um modo geral, os ovos mais densos são depositados no fundo das águas, enquanto os mais leves flutuam, e muitos podem aderir a plantas ou rochas.

Entretanto, também existem peixes que protegem os seus próprios ovos, carregando-os na boca ou nas câmaras branquiais. Outros constroem uma espécie de ninho onde podem mantê-los juntos e protegidos de predadores.

Os peixes ovíparos geralmente depositam uma grande quantidade de ovos para garantir a continuidade de suas espécies e mostram um forte instinto territorial para evitar que eles sejam atacados por invasores e predadores.

 
O baiacu

A maioria dos peixes de água doce e salgada é ovípara. A seguir, citamos alguns exemplos:

  • Carpa
  • Baiacu
  • Truta
  • Atum
  • Robalo

Saiba sobre o sexo e os hábitos reprodutivos dos peixes antes de juntá-los no aquário

Ao optar por ter vários peixes no mesmo aquário, é essencial conhecer diferentes curiosidades, bem como saber sobre como é o sexo e seus hábitos reprodutivos.

  • Primeiramente, os machos de algumas espécies são muito territoriais e, por isso, podem ter brigas mortais pela disputa das fêmeas.
  • Em segundo lugar, ao reunir machos e fêmeas da mesma espécie, será necessário estar preparado para a reprodução e para o consequente aumento da população do aquário.

Juntamente com isso, algumas espécies podem atacar os ovos ou os alevinos de outras. Portanto, o planejamento é essencial antes de juntar peixes diferentes no mesmo aquário.

 

Por outro lado, conhecer os métodos e hábitos reprodutivos dos seus peixes permitirá que você acondicione o aquário adequadamente para o desenvolvimento dos filhotes. Isso também é positivo para avaliar a necessidade de separar machos e fêmeas durante e após a gestação ou de isolar as espécies possivelmente predadoras.

Como reconhecer o sexo dos peixes?

Muitas espécies de peixes apresentam um dimorfismo sexual bem definido que permite distinguir os sexos a olho nu. Nesse caso, os machos geralmente são mais robustos e têm cores mais marcantes que as fêmeas.

Além disso, existem peixes hermafroditas que podem se comportar como machos ou fêmeas, de acordo com o ambiente, para garantir que a reprodução seja bem-sucedida.

No entanto, o ideal é sempre contar com a opinião de um especialista antes de levar o peixe para o seu aquário. Um profissional treinado também poderá te orientar sobre a convivência entre as espécies e os cuidados durante a reprodução em um aquário.

 
  • Instituto de Investigaciones Marinas (CSIC) Universidad de Vigo. Fran Saborido-Rey. Ecología de la reproducción y potencial reproductivo en las poblaciones de peces marinos. Extraído de: http://digital.csic.es/bitstream/10261/7260/1/Curso%20Ecologia%20reproduccion%20y%20potencial%20reproductivo%20en%20las%20poblaciones%20de%20peces%20marinos.pdf
  • José Pedro Cañavate. IFAPA Centro El Toruño. Junta de Andalucía. La reproducción de los peces. Extraído de: https://www.researchgate.net/publication/258209930_La_reproduccion_de_los_peces_Aspectos_basicos_y_sus_aplicaciones_en_acuicultura
  • unac.edu.pe. Características en la reproducción de los peces. 2011. Extraído de: https://unac.edu.pe/documentos/organizacion/vri/cdcitra/Informes_Finales_Investigacion/Julio_2011/IF_MARILUZ_FERNANDEZ_FIPA/CAP%20I%20Y%20II.PDF