Como é a reprodução da abelha-rainha?

02 Janeiro, 2020
A comunidade dará à luz uma abelha-rainha por diferentes razões, como a morte da antiga rainha ou a falta de espaço na colmeia e a necessidade de fundar uma nova sociedade.

Neste artigo, falaremos sobre o ciclo de vida e a reprodução da abelha-rainha, explicando a sua importância para a colmeia e a forma como elas se desenvolvem para garantir a sobrevivência da espécie.

A abelha-rainha é um símbolo único na colmeia, essencial para o equilíbrio da ordem social e da estrutura hierárquica dessa comunidade. Em cada colmeia só pode haver uma abelha-rainha, juntamente com vários zangões e inúmeras abelhas operárias.

A estrutura social da colmeia e a importância da abelha-rainha

As abelhas são animais excepcionalmente inteligentes e são uma das espécies eussociais. Ou seja, aqueles animais que adotam os mais altos níveis de organização social da natureza.

Em cada colmeia, existem três grupos ou castas: a abelha-rainha, os zangões e as abelhas operárias. Nessa estrutura hierárquica, as abelhas-rainhas são protagonistas incontestáveis e representam a alma e a cabeça da sua comunidade.

Por esse motivo, a sociedade das abelhas é governada por um matriarcado. A abelha-rainha é a líder e a mãe de todos os indivíduos que compõem a colmeia.

Sua função principal e essencial é depositar os ovos e designar quais larvas serão zangões (machos) e quais serão abelhas operárias (fêmeas não reprodutoras). Em resumo, ela é responsável por dar continuidade direta à sua comunidade e indireta à sua espécie.

A estrutura social da colmeia 

Como nasce uma abelha-rainha?

Uma nova abelha-rainha só nascerá se a comunidade precisar substituir a abelha reinante, o que pode acontecer devido a dois motivos. O primeiro é devido à morte da abelha-rainha que governava a colmeia até então.

Outro motivo para uma comunidade de abelhas precisar de uma nova rainha é devido à falta de espaço na colmeia atual, o que leva à necessidade de fundar uma nova sociedade com a sua própria abelha-rainha.

Nos dois casos, todos os indivíduos da colmeia devem se preparar com alguma antecipação para substituir a sua rainha. Ou seja, o nascimento de uma nova abelha-rainha é planejado e requer um trabalho em equipe, uma vez que a sobrevivência das outras abelhas depende disso.

Ao identificar a necessidade de criar uma nova rainha, as abelhas operárias selecionam entre três e cinco larvas. Essas larvas escolhidas serão alimentadas exclusivamente com geleia real, entre outras coisas, para prepará-las para exercer seu papel de rainha no futuro.

A dieta baseada em geleia real permite que essas larvas alcancem um tamanho maior e uma fertilidade notável. As abelhas rainhas podem colocar até 2.000 ovos por dia e não possuem o órgão de sucção oral (probóscide).

Além disso, a geleia real fornece uma longevidade privilegiada; as rainhas podem viver até cinco anos, enquanto a expectativa de vida das operárias é de algumas semanas.

Como uma larva se torna a abelha-rainha?

As larvas selecionadas serão cuidadas pelas abelhas operárias até que terminem seu primeiro desenvolvimento. Em seguida, elas devem enfrentar um tipo de combate mortal para definir qual delas será a rainha.

Este ritual é conhecido como briga de abelhas-rainhas e, através dele, a colmeia encontra a sua nova líder.

Como uma larva se torna a abelha rainha?

A abelha-rainha precisa provar ser a mais forte, capaz e resistente. A sua informação genética será transmitida a todas as próximas gerações de abelhas em sua colmeia.

Como ocorre a reprodução da abelha-rainha?

Depois de se consagrar como a nova líder da sua colmeia, a abelha-rainha estará pronta para a reprodução por meio do acasalamento com os zangões. A prioridade para fertilizá-la pertencerá aos machos mais rápidos, que buscarão gerar descendentes fortes e rápidos como os pais.

Antes da fertilização, ocorre o chamado ‘voo nupcial’, no qual os machos perseguem a rainha e a cortejam. Somente os zangões mais rápidos serão capazes de depositar seus espermatozoides dentro do corpo da rainha.

Após esse ritual de fertilização, a abelha-rainha volta ao seu lugar na colmeia para descansar por vários dias. Dessa forma, ela estará preparada para começar a colocar os seus ovos, a partir dos quais as larvas das abelhas se desenvolverão.

Os descendentes da abelha-rainha

Em cada colmeia, apenas a abelha-rainha gera descendentes, ou seja, ela é a única capaz de se reproduzir. No entanto, seu poder e importância na colmeia vão além de dar origem a novos descendentes.

A rainha também é responsável por decidir se os seus ovos nascerão machos (zangões) ou fêmeas (operárias).

Caso ela queira gerar fêmeas operárias, a rainha deve depositar um óvulo fertilizado pelo espermatozoide de um zangão em uma célula. Mas se ela precisar dar à luz machos reprodutores, precisará pôr apenas um óvulo não fertilizado em uma célula.

Um grupo de abelhas operárias cuidará das larvas e as alimentará corretamente. Essas abelhas enfermeiras secretam geleia real a partir do sistema encefálico glandular que se encontra em suas cabeças.