Rinotraqueíte felina: causas, sintomas e tratamento

28 Março, 2018
Essa doença pode se propagar com o simples espirro do gato perto de seus companheiros, que a partir disso se tornam portadores para toda a vida. A rinotraqueíte felina não possui cura e pode deixar graves sequelas, apesar da maioria dos gatos se recuperar com o tratamento correto.

Hoje falaremos sobre uma doença contagiosa muito comum em gatos. A rinotraqueíte felina é causada pelo herpesvírus (FHV) e/ou pelo calicivírus felino (FCV). É transmitida por contato direto entre os animais e, apesar de possuir bom prognóstico, há casos envolvendo sequelas permanentes e até a morte.

Primeiras considerações sobre a doença

Esta doença respiratória viral das vias aéreas, também conhecida como gripe felina, aparece em qualquer idade. No entanto, afeta com maior frequência gatos mais jovens ou mais idosos, que podem sofrer complicações graves.

Se a causa é o FHV, são comprometidas as mucosas nasais, traqueais e conjuntivas do felino. No caso do FCV, podem ser afetados também o pulmão e a mucosa oral.

Os dois vírus se espalham com muita facilidade em ambientes com gatos, onde são muito difíceis de erradicar. Por isso, a rinotraqueíte felina é muito temida em residências, criadores e refúgios para animais.

Colônia de gatos de rua

A rinotraqueite felina é uma doença respiratória viral das vias aéreas de muito fácil contágio, mas que pode ter um bom prognóstico se tratada da forma correta.

Conheça os sintomas da gripe felina

A infecção por herpesvírus provoca sintomas durante duas a quatro semanas. No caso do calicivírus, os sinais da doenças se estendem de 7 a 14 dias. Entre os sintomas de rinotraqueíte felina estão:

  • Espirros
  • Lacrimação
  • Febre
  • Muco nasal
  • Conjuntivite
  • Blefaroespasmo
  • Hipersalivação
  • Tosse
  • Perda de apetite
  • Apatia

Se houver muita secreção nas vias respiratórias, há o risco de ocorrer dispneia por mecanismo obstrutivo. A infecção por herpesvírus pode causar ceratite ulcerativa. Por outro lado, o calicivírus pode gerar pneumonia e estomatite ulcerativa na língua e no paladar.

Contágio da rinotraqueite felina

Os vírus da gripe felina se espalham com muita facilidade nas minúsculas gotas que o gato libera ao espirrar. Porém, o contágio também pode ocorrer por meio de lágrimas ou mordidas. Além disso, podem ser focos de infecções as roupas dos donos e qualquer outro lugar em que o gato tenha passado o rosto.

O vírus do FCV é excretado de maneira contínua, mas por um breve período de tempo. Em contrapartida, a excreção do FHV se produz de forma intermitente e se vincula a períodos de estresse.

Gato se lambendo

Dessa forma, o gato permanece como portador durante toda sua vida e, além de contagiar seus companheiros, pode sofrer recaídas da doença de forma leve.

Tratamento para essa condição

O veterinário solicitará testes laboratoriais para confirmar o diagnóstico. Porém, não há um tratamento curativo para esta doença, apesar de ser possível aliviar os sintomas ou prevenir e tratar algumas infecções bacterianas secundárias. Por exemplo, utiliza-se a Amoxicilina, que é um antibiótico de amplo espectro. Além disso:

  • Se o animal apresentar conjuntivite purulenta, será indicada a administração de um colírio com antibiótico.
  • Em gatos menores ou mais fracos, é fundamental uma alimentação de qualidade como suporte para o medicamento.
  • Se o gato estiver desidratado, será necessária uma fluidoterapia.
  • Recomenda-se o uso de corticoides se ocorrer estomatite-gengivite linfoplasmocitária (em portadores crônicos do calicivírus).
  • Os desinfetantes de uso corrente são eficazes para eliminar os vírus, mas é indispensável manter uma boa higiene geral dos espaços.
  • É necessário o isolamento dos gatos infectados ou que possuam a suspeita de ter contraído o vírus.

A boa notícia é que a maioria dos gatos se recupera bem se for tratada da maneira correta, porém uma boa parte deles apresentará sequelas permanentes. Por exemplo, obstrução das cavidades nasais, secreção nasal excessiva e infecções crônicas nos olhos.

Como é sempre melhor prevenir do que curar, o ideal é que o gato seja vacinado seguindo as indicações do veterinário. Embora você deva saber que as vacinas geralmente reduzem a gravidade da doença, elas nem sempre evitam a infecção ou que os gatos se tornem portadores.