Tratamentos para a acne em cães

30 Setembro, 2020
A acne é uma doença de pele bem conhecida. Consiste em um processo inflamatório benigno, mas que pode ser desconfortável. Hoje, vamos falar sobre o seu tratamento em cães.

Assim como acontece com as pessoas, quando os cães atingem a maturidade sexual, eles começam a passar por uma série de mudanças hormonais. Embora não comecem a ter pelo onde antes não tinham, nem desafiem as normas estabelecidas, eles compartilham a acne, por exemplo. A seguir, mais detalhes sobre o tratamento para a acne em cães.

Esse processo inflamatório tão comum na puberdade humana também existe no mundo canino, embora com menor incidência. Nas linhas a seguir, vamos falar sobre o que é a acne em cães e os seus possíveis tratamentos.

A acne em cães

A acne canina consiste em um processo inflamatório caracterizado por foliculite e furunculose, ou seja, falando de forma mais clara, trata-se das bem conhecidas espinhas. Localiza-se, assim como nas pessoas, na região facial do animal, mais especificamente no queixo e nos lábios.

Ocorre em animais jovens e, em geral, em raças de pelo curto. Como raças predispostas ao desenvolvimento da acne, podemos citar o boxer, o buldogue inglês, o rottweiler ou o pinscher.

Quanto ao papel dos hormônios no desenvolvimento desse tipo de processo, historicamente sempre foi considerado que eles tivessem uma relevância importante. Porém, em estudos recentes, especula-se que a predisposição racial e o componente genético também desempenhem um papel notável para o aparecimento da acne em cães.

Tratamentos para a acne em cães

Tratamento para a acne em cães

Quanto às considerações terapêuticas, é importante avaliar a intensidade e a cronicidade da doença. A acne em cães pode ter apresentações leves que não são clinicamente importantes, mas também pode representar lesões relevantes que devem ser tratadas de forma agressiva. Nesse caso, as possibilidades de tratamento são as seguintes:

Reduzir traumatismos e arranhões

Esse é um aspecto importante ao tratar muitas doenças animais. Diante da impossibilidade de chegar a um acordo com o cachorro em questão sobre como se coçar não é algo conveniente para ele, podem ser necessárias medidas de proteção. O uso de colar elizabetano ou de proteções nas áreas onde o animal possa se arranhar, tais como tapetes ou sofás, serão boas opções.

Limitar alimentos que causem salivação

A saliva umedece a área, criando um terreno ideal para a proliferação de bactérias. Por isso, é fundamental manter a área seca, na medida do possível.

Sabemos que há cães que, só de ouvir a comida cair no prato, já ficam com água na boca. Mas proibir alimentos como ossos ou petiscos duros, por exemplo, pode ser interessante para limitar a produção de saliva.

Limpar a área com frequência

É vital manter a área limpa e seca para reduzir a concentração de bactérias e o teor de umidade da área. Para isso, é especialmente indicado o uso de xampus especiais ou a aplicação de antissépticos. No entanto, é interessante manter o cachorro entretido após a aplicação, para evitar que se lamba.

Resistir à tentação de espremer as espinhas

Certamente, essa indicação é direcionada aos tutores do cachorro. É totalmente contraindicado tentar eliminar as possíveis espinhas mecanicamente. Com essa ação, pode ocorrer uma ruptura interna da pápula, produzindo, assim, uma reação inflamatória importante e agravando o quadro.

Aplicar medicação sistêmica

Nos casos refratários ou em infecções graves que comprometam a saúde e o bem-estar do animal, são indicados tratamentos sistêmicos. Para combater esses quadros complicados, é possível recorrer à administração de antibióticos orais. Além disso, o uso de corticosteroides também é recomendado para o controle da síndrome inflamatória associada.

Tratamentos para a acne em cães

Acne em cães: uma patologia pouco preocupante

Em conclusão, a acne em cães é uma condição geralmente benigna e autolimitante. Na maioria dos casos, os animais que desenvolvem um quadro de acne costumam superá-lo com um tratamento conservador ou até sem a necessidade de tratamento.

Porém, em outros casos, pode se desenvolver um quadro clínico que comprometa a saúde e o bem-estar do cachorro. Portanto, é importante considerar a possível necessidade de tratamento, sempre após uma avaliação veterinária.