Tumores em roedores: como lidar?

16 Setembro, 2020
Os roedores, assim como os outros animais de estimação, também podem desenvolver neoplasias, principalmente benignas, quando atingem uma idade avançada.
 

Muitas pessoas decidem manter um roedor como animal de estimação. Por isso, há cada vez mais clínicas especializadas em animais exóticos, que é o tipo de cuidado de que esses animais precisam caso venham a adoecer.

Assim como cães e gatos, ratos, camundongos, porquinhos-da-índia, degus, hamsters e gerbils também precisam de idas regulares ao veterinário, mesmo que não haja sintomas prévios. Isso é importante principalmente quando atingem a velhice, pois a probabilidade de surgirem tumores em roedores aumenta vertiginosamente.

Da mesma forma que os outros animais, os roedores também desenvolvem patologias. A diferença é que, devido ao seu metabolismo acelerado, o desenvolvimento da doença pode ser muito mais rápido, levando o animal à morte em questão de dias.

Às vezes, uma pessoa pode observar seu hamster em um dia sem nenhum sintoma e, no dia seguinte, perceber que ele parece estar moribundo ou morto.

Ao manter roedores como animais de estimação, devemos estar extremamente atentos a qualquer mudança na rotina do animalse ele começar a comer mais ou comer menos ou até mesmo se a sua expressão facial mudar.

Algo muito importante a se considerar ao manter roedores como animais de estimação é a dieta, uma vez que cada espécie deve seguir um tipo exclusivo de alimentação. Na maioria dos casos, os animais ficam doentes por não seguirem uma dieta adequada. Problemas digestivos, juntamente com tumores, são as doenças mais comuns entre os roedores.

 
Tumores em roedores: como lidar com eles

Tipos de tumores em roedores

Os tumores em roedores são uma das patologias mais comuns quando esses animais chegam à velhiceA expectativa de vida varia muito entre as diferentes espécies, assim como a possibilidade de surgimento de tumores espontâneos. A seguir, vamos mencionar os intervalos de expectativa de vida dos diferentes roedores domésticos:

  • Ratos: entre dois e três anos e meio.
  • Camundongos: entre um e dois anos e meio.
  • Gerbils: de dois a três anos.
  • Hamsters: de um ano e meio a dois anos.
  • Porquinhos-da-índia: entre quatro e oito anos.
  • Degus: têm uma maior expectativa de vida, podendo chegar aos 10 anos.

Além disso, a frequência com que os tumores aparecem em roedores também depende da espécie.

Por exemplo, ratos desenvolvem neoplasias com mais frequência do que camundongos ou, em geral, do que outros animais de estimação. Os tipos de tumores mais comumente observados são:

  • Ratosfibroadenomas benignos de mama, fibromas e fibrossarcomas cutâneos, linfossarcomas, carcinomas uterinos e tumores tímicos benignos. Aparecem quando o animal tem cerca de dois anos aproximadamente.
  • Camundongos: nesses animais, a chamada idade cancerosa começa na segunda metade do primeiro ano de vida, e geralmente é aos 16 meses de idade que ocorre o pico mais alto. Os tumores aparecem em até 10% dos ratos com idade de dois anos. Os adenocarcinomas mamários são os mais comuns.
 
  • Gerbils: carcinomas de células escamosas, melanomas e neoplasias do sistema reprodutor feminino.
  • Hamsters: linfossarcomas nodais, tumores corticais adrenais e adenocarcinomas uterinos. Raramente, podem aparecer tumores nas bochechas, relacionados à bolsa jugal.
  • Porquinhos-da-índiatricofoliculomas, que são um tumor benigno tipicamente localizado na região dorso-lombar com alopecia e crosta com poro central aberto que pode supurar. E também neoplasias dos pulmões, do trato reprodutivo, das glândulas mamárias e do sistema hematopoiético.
  • Degu: carcinoma hepatocelular.
Tumores em roedores: como lidar com eles

Os tumores em roedores podem ser curados?

A primeira coisa a ter em mente é que a grande maioria dos tumores em roedores se origina quando o animal tem uma idade avançada. Portanto, se o seu animal estiver sofrendo por causa de um tumor maligno (determinado por um veterinário), talvez a eutanásia seja a opção mais ética.

Porém, o mais comum é que esses tumores sejam benignos e não representem perigo para a vida do animal. No entanto, podem ser um incômodo, pois geralmente crescem muito e impedem a locomoção normal.

Em conclusão, quando não tem prognóstico de malignidade, é melhor remover um tumor que não representa um risco para o roedor.

 
  • Brown, C., & Donnelly, T. M. (2012). Disease problems of small rodents. Ferrets, rabbits, and rodents, 354.
  • Collins, B. R. (2008). Endocrine diseases of rodents. Veterinary Clinics of North America: Exotic Animal Practice, 11(1), 153-162.
  • Daviau, J. (1999). Clinical evaluation of rodents. Veterinary clinics of North America: Exotic animal practice, 2(2), 429-445.
  • McLaughlin, A., & Strunk, A. (2016). Common emergencies in small rodents, hedgehogs, and sugar gliders. Vet Clin North Am Exot Anim Pract, 19(2), 465-499.
  • POPJRISTOVA, E., POPOV, E., & REQUEJO, C. C. (2019). Tumores espontáneos en roedores de laboratorio. Revista Cubana de Medicina, 11(5-6).