Usos da prata coloidal como imunizante para cães

20 Dezembro, 2019
A prata coloidal é um composto de prata que foi usado na medicina nas décadas passadas.

Elementos como prata e ouro têm sido usados ​​desde a antiguidade não apenas pelo seu valor financeiro, mas também por causa das suas possíveis propriedades curativas. O uso da prata se espalhou em suas diversas formas, e a prata coloidal é uma delas.

No entanto, com o avanço da ciência, muitas dessas terapias caíram em desuso por causa dos seus efeitos a longo prazo.

O que é a prata coloidal?

Assim como o próprio nome indica, a prata coloidal consiste em um coloide, ou seja, uma solução, neste caso, de pequenas partículas de prata que ficam dispersas em um solvente que geralmente é a água destilada.

A prata coloidal é fabricada por meio de processos de eletrólise, de modo que as partículas de prata ficam carregadas e se repelem, fazendo com que fiquem suspensas na solução.

Propriedades da prata coloidal

Além das propriedades físico-químicas que já mencionamos, a prata coloidal tem vários efeitos ao reagir com organismos vivos:

  • Bactericida. Desde meados do século passado, ela tem sido usada como antisséptico na medicina, embora o seu uso tenha sido substituído pelos antibióticos modernos.
  • Bacteriostático. Impede a reprodução das bactérias.
  • Antiviral. As nanopartículas de prata podem desativar certos vírus, tais como o vírus da cinomose em cães ou a hepatite B.
  • Antifúngico. Os compostos de prata têm efeitos inibidores do crescimento sobre fungos e leveduras.
  • Neutralização de toxinas. A prata é um elemento que se liga às toxinas e, assim, consegue excretá-las.
Cachorro no veterinário

Usos ao longo da história

Atualmente, o uso da prata coloidal gera controvérsia porque, embora haja casos documentados do seu uso para o tratamento de doenças, os efeitos colaterais são graves demais para que ela seja considerada uma terapia eficaz e livre de riscos.

Mesmo assim, existem muitas pseudoterapias que apoiam a sua eficácia.

Para tratar infecções

Por causa das suas propriedades antibacterianas, a prata coloidal foi usada para curar infecções causadas por bactérias, tais como as infecções cutâneas.

Como tratamento para doenças virais

Décadas atrás, a prata coloidal era usada para tratar doenças como a cinomose ou a hepatite B em cães, assim como em outros animais, tais como macacos ou bovinos. De fato, graças à sua ação contra patógenos como vírus e bactérias, foram alcançados bons resultados em alguns casos.

Foi por esse motivo que esse composto se tornou tão popular. No entanto, atualmente sabemos que existem efeitos colaterais tóxicos, de modo que ela não é considerada um tratamento completamente seguro e eficaz pela medicina, sendo considerada um tratamento alternativo.

Cachorro tomando vacina

A melhor maneira de evitar casos de doenças graves em cães é a prevenção por meio da vacinação do filhote. É muito importante completar todas as vacinas e reforços no tempo correto.

Se, infelizmente, o cachorro tiver doenças graves, tais como a cinomose, a parvovirose ou a hepatite, devemos ir ao veterinário assim que percebermos os primeiros sintomas.

Os veterinários poderão nos oferecer as soluções mais seguras e eficazes contra as doenças dos nossos animais de estimação. Se não estivermos satisfeitos, sempre podemos pedir uma segunda opinião antes de usar terapias alternativas por conta própria.

Efeitos tóxicos da prata coloidal

  • Argiria. O acúmulo de prata pode causar alterações de coloração na pele e em outros órgãos, podendo dar a eles uma aparência acinzentada.
  • Acúmulo de metais. Embora a taxa de excreção através da urina e da bile seja alta em cães, uma parte fica retida no fígado e em outras partes do corpo.
  • Foram encontradas alterações nos sistemas digestivo, reprodutivo, cardiovascular e neuro-hormonal em experimentos clínicos utilizando coloides e nanopartículas de prata em roedores, pássaros e cães.
  • Laboratorios Argenol. Plata Coloidal.
  • Niels Hadrup,  Henrik R. Lam. Oral toxicity of silver ions, silver nanoparticles and colloidal silver – A review, 2013.
  • Roberto Vazquez-Muñoz, Belen Borregoc, Karla Juárez-Moreno, Maritza García-García, Josué D. Mota Moralesa, Nina Bogdanchikova, Alejandro Huerta-Saquero. Toxicity of silver nanoparticles in biological systems: Does the complexity of biological systems matter?, 2017.