Os aristocratas do reino animal

14 Outubro, 2020
Todos nós conhecemos o leão, o tigre ou o leopardo como grandes representantes dos felinos. Mas quais outras espécies menos conhecidas estão entre esses aristocratas do reino animal?

Em muitas culturas, os felinos são reconhecidos como os aristocratas do reino animal. Além de dominar grande parte dos ecossistemas que ocupam, seu corpo ágil, elegante e harmonioso faz com que ganhem essa qualificação. Como se não bastasse, eles têm um jeito de andar característico que lhes confere uma certa majestuosidade. É por isso que o leão é o rei da selva?

A distribuição dos felinos alcança um nível mundial no caso do gato doméstico. Mas o resto das espécies prefere as montanhas, selvas e desertos, afastando-se da civilização. Conheça junto com a gente alguns desses gatos selvagens nas linhas a seguir.

Uma aristocracia histórica

Os felinos foram associados por gerações a inúmeras superstições e lendas. Sem ir muito longe, no antigo Egito os gatos eram animais sagrados, a tal ponto que eram mumificados com seus donos para acompanhá-los nas vidas subsequentes.

Grandes felinos americanos, como o jaguar ou o puma, eram reconhecidos pelas civilizações nativas como encarnações dos deuses. Sua imagem tem sido usada como um símbolo de força e poder por gerações. Na verdade, nos povos indígenas americanos, apenas as pessoas com autoridade e importância usavam as peles desses animais.

Alguns dos aristocratas menos conhecidos do reino animal

Não se trata apenas de panteras, leões e onças. Existem muitos gatos selvagens pouco conhecidos, mas igualmente interessantes. Aqui estão alguns.

O manul

Otocolobus manul vive nas estepes da Ásia central, em altitudes de até 5.000 metros acima do nível do mar. Isso é possível graças ao fato de que seu pelo abundante o protege do frio excessivo e do vento.

Dentro da família Felidae, é uma das espécies que menos se assemelha ao conceito de “felino aristocrático”. Ele tem pernas curtas, corpo roliço e sólido e cauda longa e espessa com anéis pretos. Porém, sua pelagem é muito bonita, em tons que variam do cinza ao avermelhado.

O manul

O gato-vermelho-de-bornéu

Catopuma badia é o felino endêmico das selvas da ilha de Bornéu. É pequeno, atingindo apenas 60 centímetros (sem contar a cauda) e seu peso aproxima-se dos três quilos.

Poucos espécimes foram observados pelo olho humano. É por isso que ele permanece praticamente desconhecido para nós.

Um dos aristocratas mais estranhos do reino animal: o jaguarundi

Herpailurus yagouaroundi é outro felino americano desconhecido. Apesar do que pode parecer pelo nome, não tem nada a ver com o jaguar, exceto que eles vivem nas mesmas áreas.

Seu tom de pele é uniforme, em três cores possíveis: preto, cinza chumbo ou cobre. Devido à sua forma e movimentos, parece mais uma doninha do que um felino.

É um péssimo escalador e nunca se aventura em florestas muito densas. Além disso, ele é muito tímido e raramente é visto pelo homem. Talvez por isso não seja um bom representante dessa aristocracia característica da qual estamos falando.

Um dos aristocratas mais estranhos do reino animal: o jaguarundi 

Uma diferença abismal desse animal em relação ao resto dos seus “primos” é que ele ama a água.

O curioso leopardo-nebuloso

Neofelis nebulosa habita as florestas tropicais do sudeste da Ásia. Possui hábitos arbóreos, sendo um excelente escalador. Pode ser visto movendo-se com muita agilidade pelos galhos graças à sua longa cauda que funciona como um balanço.

Seu pelo é coberto por grandes manchas irregulares com borda preta e interior marrom, o que o ajuda a se esconder entre as folhas. Seu nome vem justamente dessas manchas que lembram as de um céu nublado.

O Leopardo Nebuloso de Formosa é uma subespécie que habitou a ilha de Taiwan e foi considerada extinta por décadas. No entanto, recentemente, alguns avistamentos foram descritos.

Um dos maiores representantes: a jaguatirica

Leopardus pardalis é um dos maiores felinos do continente americano, com quase um metro e meio de comprimento. Seu pelo é cinza-avermelhado e quase invisível entre a vegetação à luz do luar. Porque, na verdade, é um animal noturno, como a maioria dos seus familiares.

Forte e feroz, mata facilmente animais muito maiores ou mais perigosos do que ele, como veados ou jiboias.

Existem aristocratas do reino animal na Península Ibérica?

Claro. A fauna ibérica é uma das mais ricas e diversificadas de toda a Europa, e os felinos nativos não poderiam estar ausentes. Destaca-se o lince-ibérico, com todas as repercussões que a sua conservação arrasta durante décadas. Também há o gato-selvagem, talvez menos emblemático, mas igualmente majestoso.

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